sexta-feira, 6 de março de 2009

Se não os podes vencer...

...torna-te concorrente deles!


É o que afirma Matt Mason neste artigo sobre pirataria na Internet, do qual transcrevo a seguinte passagem:
"when pirates enter our market spaces, we have two choices. We can throw lawsuits at them and hope they go away. Sometimes this is the best thing to do. But what if those pirates are adding value to society in some way?... In these cases, what pirates are actually doing is highlighting a better way for us to do things; they find gaps outside the market, and better ways for society to operate. In these situations the only way to fight piracy is legitimise and legalise new innovations by competing with pirates in the marketplace."

Isto já foi feito pela indústria discográfica e com enorme sucesso, vejam-se os exemplos do iTunes ou do amazon (que também já vende MP3). Não percebo porque é que a indústria cinematográfica, por exemplo, reluta em se render às evidências.

Acredito que boa parte das pessoas que fazem "downloads ilegais" ficam de má consciência por usufruírem dum trabalho, pelo qual não pagaram. Isto significa que muitos dos "piratas" não são pessoas sem escrúpulos, mas sim pessoas que optaram por um "serviço" que oferece claras vantagens em comparação com os meios legais. Destaco algumas dessas vantagens:
  • Nada de deslocações a centros comerciais ou encomendas pela Internet;
  • Rapidez (em poucas horas se completa um download);
  • Conteúdos são transferidos para o computador, em vez de termos mais uns trambolhos (CDs, DVDs, Blu-rays, etc) para arrumar.
A indústria vai ter de começar a fazer concorrência à pirataria pela Internet, adoptando um serviço de distribuição com estas características. Poderiam até ir mais longe e lançar um serviço de pay-per-view por streaming. Ainda seria mais instantâneo do que os downloads e poupava-nos espaço em disco. Seja como for, temos de passar rapidamente à era dos "downloads legais".